Ministro Benedito Gonçalves, Corregedor Nacional de Justiça
Ao assumir a Corregedoria para o biênio 2026-2028, Ministro Benedito Gonçalves defende uma atuação correicional comprometida com o interesse público
O Ministro Benedito Gonçalves tomou posse, em agosto, como Corregedor Nacional de Justiça para o biênio 2026-2028, em solenidade realizada na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília. O magistrado teve seu nome aprovado em junho por 53 votos no Senado Federal, após ter sido eleito entre seus pares no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Gonçalves sucede o Ministro Mauro Campbell Marques, que assumiu o cargo de Vice-Presidente do STJ.
Em seu discurso de posse, o Ministro Benedito Gonçalves destacou que a Corregedoria deve contribuir para que a Justiça seja acessível e eficiente, com atenção à realidade concreta dos jurisdicionados. “O poder público, incluído o sistema de Justiça, existe para servir e não para ser servido. É com esse sentido de serviço que recebo a responsabilidade de conduzir a Corregedoria Nacional de Justiça. Tenho a convicção de que o exercício da autoridade exige equilíbrio, prudência e dedicação integral ao interesse público.”
Sobre a gestão da Corregedoria, afirmou que a atuação deve se dar na convergência entre responsabilidade funcional, eficiência institucional e confiança pública. “A função da Corregedoria Nacional não é apenas correcional. É com esse espírito que realizaremos todos os procedimentos amplos e cooperativos destinados a verificar a conformidade das práticas administrativas e judiciais com as normas do CNJ, reconhecer boas práticas e identificar oportunidades de aperfeiçoamento, ineficiências e possíveis áreas de risco.”
Na sequência da solenidade, o Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, Ministro Edson Fachin, lembrou a passagem do Ministro Benedito Gonçalves pela Corregedoria da Justiça Eleitoral, destacando a atuação do magistrado na defesa da democracia e no combate à desinformação. “Poucas trajetórias na magistratura brasileira contemporânea tão bem ilustram a defesa concreta da Constituição, do Estado de Direito e da democracia quanto a do Ministro Benedito Gonçalves. Como Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral, coube-lhe atuar diante da desinformação e de inaceitáveis tentativas de se questionar o processo eleitoral brasileiro.”
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